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Acredito que designers- profissionais que se formaram em curso superior de desenho industrial- não estão preparados para liderar a inovação de uma empresa.   

Nas empresas- com honrosas exceções- não são designers que assumem o papel de gestores ou líderes de inovação. Lá estão outros profissionais de engenharia, administração e economia. Seria uma questão de capacidade técnica ou gerencial? Acredito que ambas, porém um terceiro fator emerge no meu ponto de vista: a síndrome do EU criador.    

Aquilo que oferecemos como especialistas (indivíduos que possuem determinadas competências projetuais) é muito distinto de formas coletivas de resolver problemas e criar produtos e serviços. Quem cria afinal? Na mente dos designers, eles criam- com o auxílio dos outros e compreendendo os ´usuários´.  No mundo da inovação, todos criam: por isso a inovação pode ser altamente disruptiva, inclusive para o ego frágil dos designers que ainda não se sentem seguros de criar.  

O modelo do indivíduo criador desconectado do coletivo é um dos males que a inovação tenta combater nas organizações.  Designers são educados para criar produtos na perspectiva do EU e não na perspectiva do OUTRO. Quando pensam em gestão, designers maquinam formas de assumir o poder sobre a definição de produtos, o que contraria o princípio da inovação que é o de mobilizar pessoas e áreas para juntas inovarem.

Designers em luta por afirmação perdem o bonde do coletivo em torno da resolução de problemas complexos. E aí se coloca o dilema que deve ser superado para que o design assuma o seu papel de líder em inovação: interesse mais em produtos e serviços inovadores ou mais em pessoas que inovam e capacidades organizacionais que propiciam a inovação?” Marcelo Castilho

“Designers são reconhecidos correntemente como pessoas disruptivas e inovadoras, como aqueles que geralmente trazem uma visão diferente sobre os problemas, e que desafiam o modo de se olhar para tudo que tem no mundo (seja produtos, processos, serviços).

Pensando-se na definição de inovação para o meio empresarial -> inovação = ideia + prototipação + implementação + resultado, há uma dinâmica voltada para negócios e para questões empresariais que excedem o papel criativo – papel o qual o designer é mais reconhecido como influenciador.

O designer ganha espaço quando é necessário trabalhar com processos de estímulo ao ambiente, oferecer ferramentas para que as ideias criadas possam ser mais disruptivas, e pela própria abordagem evidenciada hoje pelo Design Thinking.

A disseminação da visão do Design Thinking, de buscar empatia com o cliente, fazer trabalhos colaborativos, ter uma equipe multidisciplinar ao se abordar um problema, fazer um trabalho de pesquisa aprofundado previamente a elaboração de conceitos, tem atraído muita curiosidade e tem sido adotado por diversas empresas.

Ter um papel de liderança em inovação em uma empresa depende de se buscar ter uma visão mais estratégica para que se possa dar suporte a toda a cadeia (focando na busca por resultados para a empresa, seja lucro, seja promover uma mudança no mercado com o que você entrega). O designer tem um papel fundamental no estímulo à busca de inovação, mas para a entrega ser realmente completa e satisfatória é necessário um time com competências diversas.

Para quem deseja trabalhar com inovação em uma empresa, é recomendável entender como tornar factíveis as idéias, se buscar ter uma visão mais estratégica, entender mais sobre negócios, sobre mercado, e não apenas sobre clientes/usuários.” Patrícia Martins

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