Participe em: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=408878299160576&set=a.397663830282023.80970.397533260295080&type=1&theater

“Penso que há semelhanças e disparidades entre o projeto de design realizado na academia e o realizado no mercado. A principal diferença que observo na indústria é a equipe de trabalho. Ao contrário do que acontece nas universidades, as equipes de desenvolvimento são verdadeiramente multidisciplinares, ou seja, não estamos falando de um time de designers que realizam diferentes papéis em um projeto. Estamos falando de profissionais de diferentes áreas, com experiências e repertórios próprios cuja linguagem nem sempre está próxima do que estamos acostumados a utilizar na academia onde os projetistas são designers, os professores também e quando não, ao menos têm alguma afinidade com nossa profissão, mesmo que seja por mera curiosidade.

O mercado é impiedoso e quando apresentamos nosso trabalho aos diretores e gerentes que irão avaliá-lo precisamos argumentar cada tomada de decisão e cada conceito definido para o projeto. Precisamos saber vender nosso peixe. Nesse momento o esforço se torna mais intenso, pois é quando temos que nos adaptar a seu linguajar e as suas experiências. É quando temos que nos identificar com suas emoções e seus valores e, a meu ver, o mais difícil: fazê-los se identificarem com os valores de seus clientes.

Outro fator interessante é o tempo de desenvolvimento dos projetos e nisto incluo não apenas os prazos, mas também o ritmo de trabalho. Adiciono a esta lista o comprometimento dos envolvidos em apresentar resultados palpáveis que possam se concretizar na finalização do projeto ou ao menos no levantamento de novas diretrizes que encaminhem possíveis melhorias, nem que seja na própria metodologia de desenvolvimento de projetos da empresa.

Todo projeto deve ter início, meio e fim. No mercado exige-se resultado e a pressão e cobrança por este é irredutível. Esses fatores influenciam no rendimento do trabalho criativo e muitas vezes impedem que este seja realizado com o máximo de seu potencial.

Minha experiência está condicionada ao Design de Produto, portanto permito-me escrever algumas palavras sobre as diferenças entre projetar na academia e projetar no mercado de trabalho, mas não seria sensato generalizar e estender estas idéias a todas as áreas em que um designer pode atuar.

Tendo isto esclarecido, afirmo acreditar que exista alguma semelhança entre o processo desenvolvido na academia e o processo no mercado. A base conceitual é a mesma: pesquisa, desenvolvimento, concepção e finalização. As diretrizes são as mesmas, porém o caminho percorrido é sim muito diferente.” Eduardo Martins

“Não verdade, na minha opinião, a diferença do processo em sí é bastante pequena e se dá nos detalhes, dando mais a sensação de diferença do que existe de fato. Na academia o mestre tenta sempre instigar os alunos para que desenvolvam seus projetos seguindo os passos básicos de análise, síntese, desenvolvimento e implementação, independente da nomenclatura utilizada para cada uma dessas fases bem como suas subdivisões. O mesmo acontece em uma empresa, talvez, apenas com subdivisão maior nas etapas, mais detalhadas. No entanto não acredito que sejam esses detalhes os maiores responsáveis por criar essa sensação de grande diferença entre academia e mercado no processo de desenvolvimento de um projeto. Na minha opinião, a diferença está nos envolvidos, no caso os alunos e os profissionais, e em seus níveis de comprometimento. O primeiro, muitas vezes, leva o projeto como mais um simples trabalho onde uma nota média é o bastante, não se importando com o resultado final e esquecendo que deles sairá seu portfólio para o ingresso no mercado. O segundo está imerso em um outro tipo de ambiente, com níveis de interação com a equipe e cliente, responsabilidade e cobrança bem mais elevados.
Talvez o reflexo disso se dê a medida que: estar desenvolvendo um projeto para uma marca reconhecida, com público e que você tenha identificação, mais interessante do que um trabalho com cliente fictício, como normalmente é em um ambiente universitário.
Mas retomando a pergunta e resumindo. Os processos são basicamente os mesmo, diferenciam em poucos detalhes e seguem uma extrutura básica e natural para se desenvolver qualquer tipo de projeto. Como os métodos de processo descritos por Chico Homem de Melo, por exemplo. Bem como metodologias como a de Frascara, Bonsiepe, etc. O que vai diferenciar é o ambiente em que você está inserido e seu comprometimento para com o projeto/cliente/empresa.” Tiago Colombo

Anúncios