A ideia de construir um dispositivo que substituísse a bengala surgiu a partir de uma pesquisa feita na internet, em entrevistas com pessoas da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) e com um professor cego da escola. A proposta de aplicar o conhecimento que receberam em sala de aula acabou se tornando um projeto de grande porte e que estimula o desenvolvimento da tecnologia assistiva.

A Visão Interativa para Deficientes é um colete com nove sensores espalhados pelo corpo –  pernas, braços e óculos -, q ue funcionam separadamente. “Se a pessoa estiver se aproximando de uma cadeira, os sensores das pernas serão acionados, mas não os dos óculos”. Já se a pessoa passa por uma cabine telefônica, aí sim, os sensores dos óculos vibraram”

Os alunos Wélington Borsato Rodrigues, 17 anos, Luana Pereira Vaz de Lima, 18, e Joaquim Eduardo Oliveira, 16, da Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa começaram a desenvolver o equipamento para a feira de ciências da escola em fevereiro de 2011. O sucesso foi tão grande que  foram incentivados a aprimorar o dispositivo para apresentar em outra feira, dessa vez a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia da USP. “Lá, conseguimos sete prêmios, sendo três internacionais”, conta Wélington. Os alunos acabaram ganhando, cada um, uma bolsa de iniciação científica para investir no projeto.

Dispositivo com sensores, feito deve ser comercializado ainda este ano por um custo de R$ 300.

Agradecemos ao amigo Pedro Momm da Costa por ter sugerido o artigo através do link: http://redeglobo.globo.com/acao/noticia/2012/07/visao-interativa-para-deficientes-quer-aposentar-bengala-de-cegos.html

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